Powered By Blogger

domingo, 18 de dezembro de 2011

Carmen por Ruy Castro

Passei o semestre inteiro louco para que passasse logo nas provas e ficasse livre o quanto antes, não que desgosto de estudar, pelo contrário, gosto dos desafios e aprendizados, mas o fato de querer que o semestre chegasse ao fim estava realcionado com um desejo acalentado algum tempo, desde que comprara o livro-biografia da cantora Carmen Miranda, escrito pelo grande Ruy Castro. Dele já havia lido a biografia do escritor Nelson Rodrigues .

Poderia começar ler o livro a qualquer momento, mas deixei para fazê-lo em momento oportuno, onde poderei ler cada paragráfo com tranquilidade e aproveitar cada momento do livro, sem ter a preocupação de ter que parar a leitura para ter que estudar para uma prova ou coisa e tal.

Estou gostando muito do livro, não é um dos melhores do Ruy Castro, certas partes do livro Ele se comporta como um fã e não como um escritor isento do amor de seu fã pelo ídolo. É difícil ficar indiferente a explosão que é a cantora Carmen, outros contextos ficaram nbebulosose mal explicados, alguns trechos parecem que foram suprimidos para não causar mal estar ou derrubar o mito criado. Pode ser apenas impressão, as vezes sinto um toque de “A estrela Sobe”, de Marques Rebello.

O que me impressiona no livro como a década de 30 foi profícua em criação musical e muitas dessas músicas resistiram ao tempo chegando intactas até os dias atuais, outras de alguma maneira foram postas de lado, não por serem ultrapassadas, mas por falta de releituras.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Coeficiência da Ignorância

Cheguei a uma conclusão, ignorância é proporcional a força do jovem e a idade do velho.

A ignorância dos mais novos está relacionada com a força que tem e na pessoa mais velha a quantidade de anos vividos. Ambos são ignorantes,só que cada um na sua natureza.

Todos os dias lido com pessoas ignorantes, e cada um deles podem ser classificados em níveis, vai do ignorante iletrado ao com diploma na mão. Como já dizia o jornalista Aparício Torelli, o Barão de Itararé, 'diploma não encurta orelha de ninguém'.

O diploma só dá um certo status a orelha do individuo, quanto mais anos de estudo eleva ao quadrado e multiplica ao cubo a soberba ignorante do indivíduo.

Escrever a ignorância alheia categoricamente é se achar de uma inteligencia excepcional, nada disso. Compreende-se ignorância não o fato de não saber, mas o não querer saber ou saber mais.

Muitos profissionais padecem do mal da soberba ignorante, achando que o que sabe é o suficiente para conquistar o mundo, deixa seus conhecimentos acima de todos, como algo imutável, imponderável, acima do bem e do mal.

Conhecimento é uma rede de informações que tecemos continuamente, que além de agregar conhecimentos novos tem que relembrar os mais antigos para não cair no esquecimento.

Algumas pessoas comuns e detentores de diplomas se contentam com pouco, acreditando que o que sabem é suficiente para fazer um mundo melhor, mais tranquilo e feliz.

Não existe fórmula mágica para resolver todos os problemas, desde os primórdios até os dias atuais, o que impera é a troca de informações e os pontos de vista revisto. Ignorar a realidade em busca da pílula de ouro é o erro de muitos, por mais dura que seja a realidade é o caminho mais seguro para se trilhar.

Ignorância está ligada intimamente com a soberba, todos, com diploma ou não, tem orgulho da ignorância que tem!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Essa Natureza incontida!


Quer me insultar continue me elogiando da maneira como tens costume fazer.
Toda vez que me escarra na cara uma crítica amarga e mordaz sinto toda a felicidade do mundo, estão embutidos aí os melhores elogios que meus ouvidos tem o prazer de captar, soam como música, deixando claro o quanto divertido e falsos os elogios e verdadeiras as críticas.
Nada que dizem a meu respeito é novidade para mim, conheço bem os meus defeitos e também minhas qualidades. Por isso mesmo não concordo com o que pensas ao meu respeito, sou muito mais do que um mero elogio ou uma velhaca crítica, não costumo me definir para não me limitar.
Não sou bom e nem ruim, sou filho do tempo, regido por momentos e inconstante por natureza.
Me limito a minha natureza que ainda contida, se esparrama e devasta os incautos ao redor.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Vez ou outra

Vez ou outra escuto a mesma música várias vezes até não poder mais, leio o mesmo poema até perder o encanto, o faço consciênte de como irrito as pessoas ao redor, repito várias vezes o mesmo gesto até cansar o membro exercitado, fico estuporado, sem força.
Não sei o que se passa, desde algum dia que não sei qual estou com vontade de escutar uma velha música, 'Só pro meu prazer', do Leoni. Baixei num desses sites e estou a dois dias escutando a mesma música sem parar, repete, repete e repete, escrevo essas linhas ao som da tal música e pelo visto não vou parar tão cedo, afinal "noite e dia se completam e eu faço a cena que quiser"

sábado, 3 de dezembro de 2011

Síndrome de Coca-Cola

Não é novidade que gosto muito do escritor Nelson Rodrigues, um dos melhores e mais modernos. Seus textos são datados, muitos das preocupações de seus personagens deixaram de ter importância no mundo atual, mas como tudo em Nelson Rodrigues é contraditório, ele continua mais atualissímo do que nunca.
O que mais gosto em sua leitura são as frases de efeitos, sejam elas nos textos ou que foi proferidas por ele.
Entre tantas uma das que mais me chama atenção é "Toda unanimidade é burra!".
O conceito continua o mesmo, o velho chavão que a 'voz do povo é a voz de Deus' é ir para o caminho mais fácil, é esteriotipar pessoas e situações.
Nem todo homem é igual e muito menos as loiras são burras. Desinteligente e preguiçoso é que acredita nessas asneiras.
Rotular tudo é descartar o cerne, é incutir no erro de que somos uns iguais aos outros, infelizmente somos parecidos e totalmente diferentes, temos algumas caracteristicas parecidas e é só.
Como diz a professora de Bromatologia, comemos e bebemos marketing, o importante não é o que está sendo ingerido e sim a propaganda envolvida. A síndrome de Coca-Cola é o caminho mais fácil para lidar com os problemas sem nos preocuparmos em ir ao cerne, ficando apenas na superficialidade.
Igualando à todos como se fosse uma massa homogênea, fácil de entender.

sábado, 19 de novembro de 2011

Enquanto Durmo

Meu corpo repousa em silêncio, meu sangue corre em minhas veias, bombeando meu coração. Por vezes  viro para um lado, me agito e volto a calmaria de antes.
O mundo trancorre inalterado, horas correm como um rio no seu curso a desaguar no mar, morte e vida se processa durante o sono.
Envelheço enquanto durmo. Acordo e já estou um dia mais velho, não me esforço para envelhecer, ação expontânea, ocorre em repouso sem que possa fazer nada para parar o seu poder de destruição.
Dormir já não é mais um ato inocente, agora sei!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rubro como Sangue

Depois de alguns contra-tempo fiquei desestimulado, escrever não era tão bacana, tudo se transformou em algo novo e desagradável, as palavras podem sangrar as vezes e isso é dolorido.
Muitas coisas observei e sem coragem de passar para o papel deixei se perder nas brumas do esquecimento, lembro-me de retalhos de imagens efêmeras e nada mais. Não era importante, se não ficaria vivo na memória como sangue escarlate, latejaria como dedo destroncado, pulsaria como uma veia e desesperaria como a perda da sanidade.
Enfim, estou sobrevivendo os mandos e desmandos de um mundo que castiga os incultos, incaltos e desinteligentes. Sigo sem ter tempo para ressentimento, respiro fundo e prendo a respiração num ritmo cadenciado, mais perfeito que a marcha de soldado em tempos de outrora...