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terça-feira, 17 de maio de 2011

Estatura de Geisy Arruda


Geisy Arruda, um caso nada a parte na mídia, começou com um escândalo na faculdade e acabou nas páginas de uma revista - nua.
Nenhuma novidade nesse comportamento, outras tantas fizeram o mesmo e outras tantas o farão.
Nada disso realmente tem importância, já é água passada, pelo bullying ela não precisou matar ninguém para provar o quanto mal fizeram a ela, pelo contrário foi a luta, participou de um reality-show, saiu pelada numa revista masculina, lançou um livro e vive dando entrevista para diversas emissoras de televisão. Está cumprindo o roteiro direitinho.
Como toda boa celebridade fala demais, nada que se aproveite. Uma das pérolas máximas dessa garota de Diadema foi no programa comandado pelo cineasta José Mogica Marins, o Zé do Caixão.
Quando o entrevistador pergunta qual a sua estatura, ela vacila e com a maior cara de lavada pergunta o que é mesmo estatura, o entrevistador esclarece que se trata de altura, e segue a entrevista falando as maiores besteiras sem nexo.
Para uma moradora pobre de Diadema, nada de incomum neste comportamento, pouca instrução e educação deficiente, o que me chama a atenção é que ela era uma universitária, então supõem-se que deveria no mínimo saber o que é estatura, ou será que nunca leu nada a respeito durante o tempo de estudo.
Ela só é o retrato de muitos outros universitários, outro dia entrei numa sala e li na lousa, algum aluno escreveu “Aula de laboratório – no prédio que paga a mensalidade”, fiquei sem entender muito, o prédio é que paga a mensalidade?, não, é claro, mas conhecendo o campos universitário sei que é no prédio onde fica a tesouraria, ou seja, “no prédio onde se paga a mensalidade”.
Não fui e continuo não sendo nenhum primor na tão bonita língua portuguesa, cometo erros primários, mas saber o mínimo é obrigação de quem freqüentou os bancos escolares por bons anos.
O tempo continua passando e nada de novo acontece, Carla Perez foi duramente criticada pelas mesmas gafes, erros nas provas dos vestibulares são divulgados e nada muda. Será que ao invés de olharmos os erros deveríamos focar onde estão gerando esses erros e saná-los na fonte.
No caso de celebridades evitar que abram a boca e falem besteiras e alunos só possam começar um curso superior assim que interpretação e escrita de um texto esteja a contento, pelo menos teríamos um monte de semi-alfabetizados e alfabetizados bem definidos, evitando o risco de fiar-se a quem não sabe o que diz.

domingo, 15 de maio de 2011

Pérolas do Bolsonaro


Existe assunto que não tem como não gerar polêmica, futebol, religião, sexo, gosto, entre tantos.
Na década de 70, a polêmica foi o divórcio, um ato jurídico que deu o que falar e por fim aconteceu e hoje é de importância mínima na vida de casais, “os filhos do divórcio” não morreram e muito menos foram abandonados como diziam se na época.
O tempo passou e toda as dúvidas se dissiparam, continuaram a casar e separar, nada de novo. Agora a bola da vez é a união estável de casais, homossexuais ou não, está gerando polêmica, e de novo a preocupação é com as crianças, como elas irão reagir ao ver duas pessoas do mesmo sexo dividindo uma casa, quem será o marido ou a mulher, como se essas indagações fosse do âmbito dos pequenos infantes.
Nada de novo, sempre terá alguém querendo auto-promoção, ser a voz da vez. Separação antes do divórcio já existia, era o tal desquite, e ambos, homem e mulher ficavam mal visto na sociedade. Hoje a união de casais, a união de pessoas do mesmo sexo e de sexo diferente já existe, nada de diferente do caso dos separados, não será uma invenção nova a partir de uma legalização de uma situação já existente.
O beneficio será abarcar os direitos que todos perante a lei deve gozar, nada de mais.
Nos últimos tempos o deputado federal Jair Messias Bolsonaro, vem tendo um papel de messias do moralismo da família brasileira, defendendo o velho chavão “Deus, pátria e família”, parecendo um personagem dos anos 30, da Era Vargas.
Não consigo entender com uma pessoa pública pode se envolver em discussões que não leva a lugar nenhum, querer parar a roda da história é querer o inevitável, será tragado como os que defendiam o não divórcio, fazendo homens e mulheres viverem na clandestinidade dos seus lares, sem poder formar novas famílias.
Essa nova discussão é terreno infértil, querer que pessoas do mesmo sexo não possam assinar um papel onde terão seus direitos resguardados é desumano e mesquinho para quem casou-se três vezes,beneficiando de uma lei que gerou polêmica na década de 70.
E, além do mais se duas pessoas do mesmo sexo ou não decide pela união estável, então essas pessoas acreditam no casamento, descartando a promiscuidade que tanto prega o deputado, existir entre os homossexuais.
O deputado federal Jair Messias Bolsonaro deve ter seus motivos por lutar com tanta veemência contra aquilo que ele considera como um risco eminente e devastador na sociedade brasileira de hoje, colocando nossas criancinhas em perigo.
Me pergunto o porque de lutar tanto contra algo sem muita importância para a grande maioria, será o o excelentíssimo deputado tem medo. Ter nascido em Campinas não faz de ninguém homossexual, ter dois casamentos falidos não significa nada, e nada significa que no Exército é pregado “que no meio militar pederastia é crime”, pois o deputado não exerce mais função militar para ter uma atitude tão agressiva como vem tendo.
O deputado não precisa se preocupar, as crianças irão aprender a se defender dos riscos que elam correm se forem bem educadas, como os filhos dele.

domingo, 8 de maio de 2011

Dia do comércio das mães


O tempo vai passando e sempre lembro de que tenho que postar alguma coisa, ocorre tantas coisas ao mesmo tempo, fica difícil conciliar tudo, trabalho, estudo, notícias, nascimentos e mortes.
Hoje, uma data importante, para o comércio, deveria estar ao lado da minha digníssima mãe, que por acaso do destino estou longe dela, na mesma cidade, no mesmo bairro, mas morando em São Paulo tudo se torna distante, apesar de tudo tão perto.
Para não deixar em branco esta data postei no Facebook duas fotos dela para homenageá-la.
Mas, comércio a parte, minha mãe merece que todos os dias do ano é dela e não um elegido pelos senhores do comércio.
Fora a distância que me separa de minha mãe hoje, um bairro para outro, geralmente a vejo muito pouco nos últimos tempos, acordo muito cedo para ir trabalhar e vou dormir muito tarde, por causa da faculdade, então quando minha mãe quer me ver acorda mais cedo, senão ficaremos muito tempo sem nos vermos.
Viver em São Paulo é assim mesmo, estamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Mesmo assim, "Feliz Dias do comércio das Mães"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nada diferente


Entra ano e sai ano e as tragédias continuam as mesmas, nada difere, mais ou menos mortes.
Não lembro de nenhum verão onde não há mortes por causa das chuvas, todos anos é o mesmo drama, mas logo o resto ano faz nós mortais que não passamos por tais apuros a esquecer a tragédia alheia. Sempre vai aparecer na mídia algum escandâlo político, crime que monopoliza a atenção de todos e por aí assim. Nada diferente.
Dezembro último os ataques ao Rio de Janeiro, por traficantes do morro do alemão, virou notícia em todos os meios de comunicação. E para espanto de alguns paulistas passei o Natal e meu aniversário no Rio de Janeiro. Achei a cidade menos alegre do que outras vezes que lá estive, mas ainda assim é uma cidade maravilhosa, cada rua, esquina que andava lembrava de alguma coisa, que me fazia rir sozinho, feito um maluco. Na avenida Nossa Senhora de Copacabana, lembrei-me do texto da Clarice Lispector, "Perdoando Deus", na rua Nascimento Silva, caminhei até chegar ao número 107, enfim fiz um passeio romantico pelo Rio, sem me importar com o quanto mal falado ficou na guerra dos traficantes com a polícia.
Voltei para casa radiante de tanta felicidade, andar despreocupado em uma cidade que tenho verdadeiro amor me renovou as energias. Mas como sempre não cumpri minha eterna promessa que faço toda vez que vou ao Rio, conhecer o cemitério São João Batista, meio mórbido até, mas que arte tumular me fascina, e este cemitério tem uma quantidades de personagens representativos para história brasileira e carioca.

domingo, 19 de setembro de 2010

DEIXAR DE FAZER

Muitas vezes deixamos de fazer algo bom ou ruim, algumas vezes de proposito e outras chances simplismente passam.
Da minha última postagem até agora tive diversos assuntos que gostaria de escrever, diversas áreas me interessaram, outras foram passageiras, deixei escapar todas, os dias seguiram sem culpa e remorso e os assuntos foram deixados de lado. Geralmente todos os assuntos eram relacionados como as pessoas lidam com as coisas efemeras da vida,vivendo a espera de grande fato para recordar no futuro.
A cada momento que passa percebo o que fica do tempo não são os grandes fatos que esperamos acontecer, mas nossa percepção dos fatos de uma maneira geral.
Nos assuntos que gostaria de escrever desde a minha última postagem, passaram pelo casos de crimes, política, volta as aulas na faculdade e lembranças das décadas de 80 e 90, acabei deixando de lado, algumas vezes realmente por falta de tempo e outras de vontade de digitar o que se passava em minha mente, ontem vendo alguns vídeos no youtube relembrei sem querer o inicio da década de 90, roupas, cabelo, gírias, medos, sonhos, perspectiva de vida e tudo o mais, como era diferente a percepção da realidade, como as coisas era de maneira diferente, apesar de não ter passado tanto tempo assim, viviamos sem celular, internet e tudo o mais que hoje é lugar comum para qualquer adolescente. Gosto de todo o conforto que a tecnologia me dá hoje e sinto falta de algumas coisas que deixaram de existir, amigos que partiram, animais de estimação que se foram, e a liberdade qu a vida de jovem lhe dá.
Fazer uma lista de grandes amigos que não vejo a dez anos, como sugere a música não seria muito bom, junto com os nomes iria relembrar velhos fatos, geralmente todos bons, e ficaria saudoso e com certeza um pouco triste por não ter tipo melhor percepção de tudo. Então volto os meus olhos para Sônia Lima cantando 'Sou Louca por Você', com cabelos e roupas tipicamente inicio dos anos 90, nunca pensei sentir saudades e cantar músicas que não gostava...

sábado, 10 de julho de 2010

DE VIRADA É MAIS GOSTOSO


Estava seriamente decidido a não escrever a respeito da Copa de Futebol, somente o meu repudio a tolice brasileira contra a Seleção Argentina, alimentando um sentimento vazio, que não traz beneficio algum.
Como as bizarrices de todos os tipos pude presenciar, deixar de escrever seria deixar de registrar o desnecessário.
Começo pela saudade que esta Copa não irá deixar em ninguém, ou melhor, somente no povo Sul-africano. O que deixará será o alívio de não mais ter que ouvir a tão horrível vuvuzela e outros barulhos do gênero.
A Seleção do Dunga, como foi comumente chamada, e não Seleção brasileira, também não deixará saudades.
Mal assisti aos jogos, todos muitos fracos, para o dito “futebol arte”, concordei com que foi escrito no Twitter “arte abstrata”.
Onde trabalho, o expediente foi interrompido durante a transmissão dos jogos em que o Brasil participava, e todos juntos torcendo como bons brasileiros, aos sons de gritos, buzinas, canções que enaltece o Brasil e sua paixão – o Futebol.
Pois bem, Brasil perdeu para Holanda, e pior, de virada, como diz popularmente “de virada é mais gostoso”, então foi!
Tristeza geral, xingo, revolta no ar, o sentimento brasileiro desfeito pelo placar de virada. As mulheres com seus adereços e maquiagens verde-amarelo desfizeram tudo como num passe de mágica, tão rápido que fiquei impressionado.
Na mesma fase que a Seleção brasileira foi eliminada a Seleção argentina também foi, muitos brasileiros voltaram a sorrir, como se a desgraça dos nossos 'hermanos' argentinos pudesse redimir o fracasso brasileiro. Brasileiros eternamente orgulhosos...
Último jogo da Copa de Futebol, Holanda X Espanha, nós Brasileiros estamos torcendo para nossos 'hermanos' espanhóis, porque o orgulho nos impede de torcer pelo time que jogou nossa convicção de vitória fora.
Nesta Copa torci para três times, Brasil, Portugal e Argentina e agora torço pela Holanda, talvez pela invasão Holandesa no Brasil, afinal, não sei o que uma coisa tem a ver com a outra, o que sei é que ao escrever estou escutando a música 'Cala Boca, Barbara', do grande Chico Buarque.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

ETERNAMENTE DESGRAÇADOS E SUPERIORES


O tempo passa tão de pressa, e quando percebemos muitas coisas aconteceram, e outras tantas deixaram de acontecer.
Antes de completar três longas décadas, tinha uma visão de mundo mais romântica, vivendo num mundo perfeito, onde todos eram bons e por necessidades eram levados a cometerem atos que dessoram e desqualifica os seres humanos.
Ao completar três décadas de vivencia fui assaltado pelo lado realista, pra não dizer pessimista, da vida. Descortinou uma verdade que há muito estava escondendo de mim mesmo, tudo se transformava, o sangue agora era vermelho escarlate. Não tive uma visão premonitória do presente e muito menos do futuro. Algo dentro de mim se partiu, agora cada rosto que vejo na rua traz angustia e medo, as pessoas estão doentes, confinadas dentro de si.
Cada sorriso é uma praga, uma escara, um vomito preso à ser expelido a qualquer momento.
Vejo sim, em cada uma dessas pessoas a vontade de matar o próximo ao lado, de roubar-lhes tudo que tem, de esquartejar as vísceras e deixá-las espalhadas no asfalto quente.
Pululam inveja, mesquinharia, pobreza da almas dessas pessoas.
O quadro geral de todo não é ruim, ainda existem os que fazem bem, apesar de estarem infestados de orgulho e vaidade até a têmpora, disfarçando para não pareceram superiores aos desgraçados.
Muitos desses desgraçados não são tão desgraçados assim, são de outra maneira, não da forma como todos os olhamos, como seres inferiores, precisando de cuidados.
A cada ida ao Centro Velho, vejo e meus olhos não me engana, gentinha se aproveitando da vaidade dos benfeitores da caridade e sendo um desgraçado pela preguiça e comodismo.
Homens fortes, mulheres sadias, tanto que muitas delas tem várias crias, ao invés de trabalhar ficam esmolando e sendo sustentados pelos transeuntes que se sentem bons e intimamente superiores aos bandos de desgraçados por profissão. Trabalhar que é bom poucos o fazem, preferem beber cachaça e a noite ganhar sopa e pão dos 'escolhidos por Deus'.
Na verdade o que ficou evidente foi o orgulho, vaidade, preguiça, inveja, todos velhos conhecidos do tempo de catecismo, levei tanto tempo para ver a realidade, pois me blindei dentro de mim, por orgulho do mundo perfeito que ganhei dos meus pais, sendo intimamente superior aos demais por não querer ver e compartilhar o mundo dos desgraçados.
Sigo em frente ciente do meu orgulho e da minha superioridade diante dos desgraçados de plantão e dos benfeitores que disputam interna e externamente para ser superiores em sua bondade de filhos escolhidos por Deus.
Somos iguais em desgraça e viveremos eternamente felizes por sermos superiores, intimamente, superiores uns aos outros.