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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Crônica das enchentes anunciadas


“Crônica de uma morte anunciada”, é assim que deveria ser chamado as tregédias que ocorre todo verão por causa das chuvas. Não me lembro de nenhum verão sem ter nenhuma destruição, soterramento, alagamento, inundação, etc. Todo verão é a mesma história, e os políticos sempre com a mesma cantilena.
De fato há algo de errado, não com as tragédias que ocorrem todos os anos por causa das chuvas intensas, mas como encaramos o fato. Geralmente justificamos a tragédia como acidente, etc. Sim, é um acidente, causado por fatores que fogem do nosso controle, entretanto a controles que não estamos fazendo!
Primeiro: em cada cidade existe homens preparados, ou quase isso, para exercer cargos importantes e de grande valia para a população local. Claro que nenhum político é um super-homem para resolver todos os problemas, mas não devemos esquecer que são pagos para sanar grandes partes deles, antes que o mundo vem abaixo.
Segundo: como a população é sempre esquecida, acho que está na hora das eleições mudar de data, mês de outubro e novembro não é muito boa, não! Sugiro que seja transferida para janeiro ou março, no mais tardar em abril. Calma, paciênte leitor, explico melhor: O inicio do ano é perfeito, pois temos que pagar vários impostos, IPVA, IPTU, e contas e mais contas!, alé das tragédias que se repete todo final de ano. Isso deixara deixará a mente do eleitor fresquinha como alface no inico de feira.
Não que isso seja uma panacéia, e com certeza os políticos mudariam o discurso, mas ficaria evidente o que dizem e o que está acontecendo ao redor. Pense bem, mês de outubro ou novembro não são meses chuvosos, não temos muitas contas a pagar e o ano quase todo se foi com os benditos programas eleitorais gratuitos.
Terceiro e último, ufa!, explicando o porque deveria se chamar ‘crônica de uma morte anunciada’, todos nós sabemos que vai ocorrer, quando e porquê, mas nos tornamos incapazes de fazer algo para mudar.
Gabriel Garcia Marquez nunca pareceu tão realista como no inicio desse ano, tantas tragédias anunciadas, Ilha Grande em Angra dos Reis, São Luiz do Paraitinga e algumas eternas inundações que permeam as grandes cidades, será que teremos que viver eternamente sabendo como e quando vai acontecer e fingir que nada vai aontecer!

domingo, 3 de janeiro de 2010

NELSON RODRIGUES DE VESTIDO


Domingo, inicio do ano, todos que conheço estão na praia, ao invés ficar de bode, apesar de ser capricórnio, resolvi escrever. Muitas coisas irrelevantes passam pela cabeça.

De súbito vem o vestido da discórdia em minha mente, mas será por que o vestido da Uniban me pegou de assalto dessa forma, não uso vestido e também não está nos meus planos de usar um, e pior se for igual aquele, em momento algum da minha vida e nem nas próximas encarnações, porque se existe uma coisa boa é nascer homem, se aliviar em pé e em qualquer canto é uma das melhores coisas do mundo, só raspar da do pescoço pra cima também, mas deixando de lado as vantagens de ser homem, voltemos ao santo vestido.

Uma peça vulgar, sem valor, que pode ser comprada nas lojas do Brás, e convenhamos de extremo mal gosto, mas como gosto não se discute, resolvi esquecer o tal vestido e me preocupar com algo melhor.

Olhando meus pertences, encontrei o livro ‘O Anjo Pornográfico – A vida de Nelson Rodrigues’, que li em 1994, aos 15 anos de idade, minha fixação pela idade.

Juro que não imaginei o Nelson Rodrigues usando um vestidinho rosa como o da Geisy e muito menos ele estudando na Uniban e também não passou pela minha cabeça que a Geisy fosse leitora ou conhecesse o mundo rodriguiano.

Mas pensando bem, parece que ela foi tirada de uma das estórias do escritor. Uma suburbana, como dizem os cariocas da gema, em São Paulo ela é mesmo da periferia, para piorar da periferia do ABC, Diadema, que não entra na sigla, por que será?

Garota da periferia ou melhor suburbana, que na sua mais vulgar vivencia vê seu mundo se transformar por causa da moralidade brasileira.

Quem nunca leu Nelson Rodrigues acha que os livros dele é pura safadeza, promiscuidade e aberrações sexuais, ledo engano. Claro, ler a obra completa dele não é muito edificante, principalmente a fase ‘maldita’ do escritor. Sugiro a biografia escrita pelo grande Ruy Castro, que além de destrinçar a vida também o fez com a obra.

Mas deixando a vida do grande Anjo Pornográfico em paz, já que ele nunca usou ou pelo menos não usaria tal vestido, creio, voltemos a Geisy ou melhor a moralidade dos brasileiros.

Não vou ficar discorrendo sobre a obra do Nelson Rodrigues, vou me basear na peça ‘Otto Lara Resende ou Bonitinhas, mas Ordinária’. Quem já viu a peça, ou leu o livro, ou pelo menos viu o filme, lembra-se da frase atribuida ao escritor-jornalista mineiro Otto Lara Resende, “O mineiro só é solidário no câncer”, o mote principal do filme.

O correto seria ‘O brasileiro só é solidário no câncer’, somente quando a desgraça se avizinha é que nos unimos ou desagregramos de vez.

A comoção geral que o vestido causou mostrou que os mesmos valores descrito por Nelson na década de 60 com a peça ainda nos rege fortemente.

E não somente o brasileiro, o povo americano em geral, na peça ‘Gata em Teto de Zinco Quente, de Tennessee Williams, não difere muito. Agora complicou geral, o que tem a ver vestido da Geisy, com Bonitinha, mas Ordinária e Gata em Teto de Zinco Quente?

A Geisy, não é bonita como Elizabeth Taylor e Vera Fischer, atrizes que participaram dos filmes baseados nas peças. Geisy e as duas peças aparentemente não tem nada ver mesmo, mas voltamos a moralidade. Nas peças, o que se discute é a moralidade reinante.

Não seria viver de aparências, como muitos acreditam, mas valores que carregamos, que nos é legado de geração a geração.

Aceitar o vestido da discordia ou não, não é somente um ato de gosto ou preconceito, mas de valores. Muitos diziam aceitar o tal vestido, mas quando indagados se daria um vestido igual para filha, recusava usando as mais diferentes desculpas.

Legal, a filha dos outros tudo bem, as nossas não! Ou como a piada da diferença do viado para o homossexual – viado é o filho dos outros e homossexual o nosso. Assim é o brasileiro, aceita parcialmente tudo, é um povo sem preconceito, não moralista e festivo, onde tudo é carnaval!

Aceitar parcialmente as coisas, não é mais do que aceitar as mudanças para o alheio, mudar valores dentro de casa não pode para não ofender aos mais velhos ou a moral e os bons costumes. Nestas peças, brasileira e estadunidense fere nosso sentido de proteção, pois fere a instituição mais sagrada religiosamente e moralmente, a família.

Sendo eu brasileiro, nascido depois da ‘revolução sexual’, era digital, e tantos outros al, deveria achar normal alguém ter o mal gosto de vestir um vestido cafona e curto, mas o fato não está no gosto realmente e sim na falta de valores. Muitos dos valores morais deixaram de existir realmente, outros permeam nossas vidas, mas valores como etiqueta de vestir, ter educação, acredito que esses valores não precisa deixar de existir.

Vendo aos filmes baseados nas peças, fica evidente o que muitos classificariam como hipocrisia, mas me parece ser educação – realmente o dito popular está certo ‘ roupa suja se lava mesmo em casa’, e fora de casa deveriamos resgatar valores perdidos, um deles é como se vestir para determinadas ocasiões, isto está longe de ser hipocrisia ou moralidade canhestra.

Pra encerrar, o vestido da Uniban, um trecho do conto “O Homem da cabeça de papelão”, de João do Rio: “Cabeças e relógios querem-se conforme o clima e a moral de cada terra”.

30 RESPIRA e 1


Inicio do ano, 2010, estou empolgadíssimo!, por diversos motivos, primeiro é que recentemente passei dos trinta, agora como diz minha irmã, quando perguntarem pela minha idade tenho que responder: Tenho TRINTA, respirar e completar E 1, juro que não gostei!.

Outro motivo, é que cheguei a conclusão que já não estou tão novinho como gostaria de estar, ainda não fiz o que quase todos homens na minha idade deveria fazer, casar, ter filhos, enfim tudo o mais!

Comecei o ano preocupado com a idade, minha e dos outros, xeretando no Orkut encontrei um colega de escola que não vejo a uma década, juro que fiquei impressionado, ele está completamente diferente, claro, eu também estou, mas como sou ordinário vou colocar fotos para ver como está diferente mesmo, só que quando eu tirei as fotos deles em 1997, já havia pelos menos 4 anos que tinha perdido contato com ele.

Os cabelos se foram, a barriga cresceu, casou, tem filho, enfim ficou adulto. E eu por minha parte, ainda não casei, sem filhos, sem barriga e com os cabelos!

Será que terei somente o prazer de plantar uma árvore e escrever um livro???

É nesses instantes de bobeira que vemos que o tempo está correndo como um cavalo indomado pelas pradarias da vida.

Não tenho a ilusão de ser um eterno Peter Pan e também não gostaria mesmo, adquirir experiências é uma das melhores coisas da vida, mas isso poderia acontecer independente do tempo passar, quanto mais rápido achamos que ele está passando é aí que mais aprendemos, e deixamos de aproveitar melhor.

Será que um dia vou acordar e ver que nem essa força de homem possuo mais, que todos os meus iguais já se foram, e que novos estão ocupando todos os espaços?

Felizmente a vida é feita de escolhas, isso implica em erros e acertos.

A VIDA IMITA A ARTE


Vendo alguns clássicos, vejo que o buraco é mais em baixo. Deixando o romantismo de lado e vamos a análise:

Quem nunca assistiu o filme ‘Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard) de 1950, deveria fazê-lo o quanto antes, outro que também deveria ser obrigatório passar na sessão da tarde é o ‘O que terá Acontecido a Baby Jane?’ (What Ever happened to Baby Jane?), de 1962.

E o que tem essas duas tragédias a ver com o cidadão comum - nada, mas com as celebridades de ontem, hoje e sempre, tem tudo a ver. Mas nós reles mortais também somos importantes, pois assistimos todos os dias a derrocada de uma centenas delas.

Mas o restolho não me interessa, prefiro as de grande porte, tais como Suzana Vieira ou Simony, por exemplo.

Vamos destrinchar esses cadáveres televisivos. Uma atriz de outrora, sonha em voltar a brilhar novamente e no outro caso uma apresentadora-cantora mirim também sonha em voltar aos velhos tempos de glória. O que tem a ver com a Suzana-sem-noção-Vieira e com a Simony-pimpão. Aparentemente nada, nenhuma delas filmou em Hollywood, nenhuma merece que façam um clássico de suas vidas. Mas vamos para autópsia.

A Sem Noção, está sempre se apresentando em todos os programas como se ainda tivesse vinte e poucos anos, fazendo da vida pessoal uma sessão de episódios dignos de uma Norma Desmond, que ao invés de mostrar que está no auge da experiência, beleza, saúde e disposição, mostra que está velha, desesperançada ou seja em decadência total.

No outro caso, aparentemente não tem nada a ver mesmo, eterna menina Pimpão não está velha como Baby Jane, mas dias desses estava eu sapeando os canais e vi algo muito bonitinho, ‘Ursinho Pimpão’ sendo ressucitado. Já não basta o próprio Pimpão, agora vem acompanhado de filhotes. Retornando a infância na década de 80, ver o pimpão soltar a voz era muito bonito, mas hoje ver um pimpão velho e desesperado pra voltar a ser o que era é de morte, e o pior usando os pimpãozinhos.

No filme ‘O que terá acontecido a Baby Jane?’, tem a cena que ela se veste de Baby Jane-criança e canta ‘I’ve writte a letter to Daddy”, daqui a pouco vamos ter o previlégio de ver Simony vestida de garotinha do Balão Mágico cantando Usinho Pimpão.

Tem coisas que deveriam ficar bem resolvida na vida das pessoas, a idade é uma delas, para isso existem psicanalistas. Ambas ficaram presas na década de 80.

Uma tão boa atriz e a outra cantora, pena que deixaram de explorar o talento para tentar viver o que não existe mais.

P.S.: Os cadáveres foram meramente ilustrativos, nenhum deles sofreram maus tratos!

O MÁGICO DE OZ NÃO CUMPRE LEIS


Vendo ao filme ‘O Mágico de Oz’, em família, sempre surgem comentários engraçados. O filme é um clássico na maneira mais correta da palavra, em todos os sentidos.

Infelizmente se tornou um filme datado, não pelas imagens, que são de um futurismo brilhante. O que o transforma em um filme datado é a quantidade de ingenuidade contida nele, qualquer pessoa atenta vê várias atrocidades cometida do inicio ao fim do filme.

Uma garota, supostamente órfã, que é criada por um casal de tios velhos, aí entra o que conhecemos como ‘o netinho criado pela vovó’ – mimado, uma educação frouxa, isso se explica logo no inicio do filme quando a garotinha Dorothy entra assustada por que a vizinha velha e solteirona reclama por o cachorrinho Totó invade a sua propriedade, quando a vizinha vai reclamar os direitos a que a ela concerne, vemos uma falta de respeito, começando pelo Tio que debocha da vizinha, da Tia que tem vontade de falar 'certas coisas', mas como boa Cristã não pode, e da total falta de respeito da Dorothy.

Se achando injustiçada Dorothy resolve fugir, pouco se importando com ninguém, um ato de extremo egoísmo, encontra um charlatão, que é bom caráter, só em filme mesmo.

Como um tufão se aproxima, todos da fazenda se abrigam, mesmo preocupado com o sumiço da garota, entram no abrigo e dane-se a pobre Dorothy.

Aí, começa a parte mágica da história, o desejo mais íntimo da Dorothy vem à tona, ou seja, de matar a vizinha rabugenta, que no mundo de Oz é representada pela Bruxa. Dorothy provoca o acidente que leva a óbito a Bruxa má do Leste, um crime culposo, onde não se tem intenção de cometer o ato. Na terra mágica ela é glorificada por cometer tal ato, independente se a Bruxa é má ou não, não podemos glorificar um ato extremo desses.

Dorothy impressionada vê aparecer a Fada do Bem, que de bem não tem nada, está mais pra Sa-Fada, explico:

Ao matar a Bruxa, a irmã ‘mais malvada’ como futrica a Fada Boa, reclama pelo ocorrido, e vai pegar os sapatinhos vermelho, que por direito é dela, já que a Bruxa morta não deixa herdeiros direto, mas nessa hora a Fada Boa furta o sapatinho e coloca no pé da Dorothy.

Além de fazer terror psicológico, roubo, formação de quadrilha e corrupção de menores, isto tudo em uma cena.

A Bruxa malvada luta o tempo todo pelo que é de direito dela. No final do filme a Bruxa tem sua moradia invadida por um bando, constituindo em invasão de propriedade, e é assassinada pela doce e inocente Dorothy, novamente utro culposo, mas nesse caso demos um desconto já que ela agiu em legitíma defesa de um amigo. Dorothy virou definitivamente uma assassina!

Como se vê os Bons e os Maus usa do mesmo artifício, a diferença é que a Bruxa é orgulhosa, a Fada é Vaidosa, ambas usa do mesmo expediente para obter aquilo que quer, mentira, manipulação, falta de escrúpulo, e sigilo de informação.

Se a Dorothy fosse cria dos tempos modernos iria analisar tudo isso, ao invés de sair feito uma boba pela estrada de tijolos amarelos iria negociar, quem iria fazê-la voltar para casa teria o sapatinho vermelho, nada mais justo. Devemos abrir licitação para obter algo a preços justos e condições vantajosas. Mas Dorothy sofre de um grande mal, o Deslumbramento, mal de todas as pessoas simplórias.

Passou-se 70 anos do lançamento do filme, e muitas coisas de lá pra cá não mudaram, existem os Vaidosos, os Orgulhosos e os Deslumbrados.

A Bruxa tem orgulho pela inteligência e maldade; a Fada é pura vaidade, vive de aparências, isso fica evidente quando ela explica a Dorothy que existe Bruxa Boa e Bruxa Má, as Boas são bonitas diferentes das Más. Já a Dorothy do inicio ao fim do filme não passa de uma garotinha deslumbrada, que acredita em tudo, que tem a ilusão que o mundo é como ela gostaria que fosse.

Ao assistir ao filme fiquem atentos com a quantidade de abusos as leis, e depois imaginem como seria o filme respeitando as leis, e bom divertimento!



Algumas fotos amareladas pelo tempo, muitas lembranças, experiências adquiridas e com fôlego para novas.
Cada marca de expressão na minha face foi adquirida não por desleixo e sim pela inflexão do tempo, inimigo dos jovens. Gosto de estar como estou hoje, sentindo o peso do tempo, sem direito a cometer os mesmos erros comigo e com outros, ter de acertar sempre, agradar a todo instante, ser responsável, bom filho, bom namorado, bom profissional, ter que acertar as expectativas alheias. Tudo isso me agrada muito. É o preço de ser adulto, independente, inteligente. Mas o fato de seguir muitas vezes as regras não me faz um frustado, culpado por negar tudo que muitas vezes gostaria de fazer, ou simplismente um cara resignado. Estou feliz, tudo que tenho está dentro de mim, o que faço ou represento, como as pessoas gostam, está fora, nada pode mudar as coisas boas que venho adquirindo ao longo do tempo, pessoas, sensações, emoções, verdadeiras amizades de ontem, hoje e sempre.
Sou um conjunto de experiências, que todos ao meu redor me ajudaram ter.
Quando se passa dos 30, não temos mais tempo pra brigar com ninguém, querer mudar o mundo e muito menos querer que os outros mudem para nos agradar.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Cigarro e Daí


Fiz-me várias perguntas a respeito o que é realmente o cigarro e quais males que ele faz e porque não saí da boca das pessoas!
Para minha surpresa não obtive respostas satisfatórias, mas como a curiosidade é irmã do saber primeiro procurei uma embalagem jogada a esmo pelas ruas da cidade, coisa que não foi difícil de encontrar, procurei a composição química do tão falado cigarro e para minha surpresa encontrei informações precárias e dúbias  e em letras tão miúdas que passam despercebidas.

“Alcatrão: 8mg, Nicotina: 0,7mg, Monóxido de Carbono: 09mg”.

E ainda um aviso que soa um tanto demagogo e sem explicação:

“Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e Nicotina que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias”.

Como pude reparar em diversos produtos, um exemplo mais claro é da água mineral que vem descrito todos os compostos químicos e sua porcentagem na embalagem, esses produtos tem a quantidade máxima permitida para utilização humana, porque os fabricantes de cigarro não seguem o mesmo padrão dos demais produtos e coloca na embalagem quais são essas substâncias ao invés de colocar um aviso que não contém informação relevante alguma. Saber o que estamos utilizando é um direito do consumidor.
Não pude deixar de questionar qual a quantidade mínima e a máxima aceitável para tal produtos e qual deles é mais prejudicial a saúde e o que o governo e empresas produtoras  estão fazendo para substituir ou diminuir as concentrações desses compostos.
As perguntas são muitas, as respostas é nenhuma, somente respostam um tanto infantil: Fumar causa câncer, fumar é feio, fumar mata etc. Ou ainda, colocam fotos preconceituosas (pois nem todos que tem membros extraídos ou sofrem de impotências são fumantes) ao invés de colocar informações úteis e apresentar um estudo para combater o vício no cerne e não punindo, elevando o custo do maço, fazendo com que muitos dependentes recorrem a cigarros de péssima qualidade que são contrabandeados.
Cigarro não pode ser algo barato, mas transferir a atenção ao fumante e não ao problema do vício é passar por cima do problema.
Afinal de contas quais são essas 4.700 substâncias e suas porcentagem no cigarro e quais males elas causam ao organismo e o quais medidas estão sendo tomadas para diminuir ou substituir por algo menos nocivo a saúde dos dependentes?

Programas Deixe de Fumar como se fosse fácil, somente um hábito e nada mais. Existe ex-fumantes e nenhum deles deixou o cigarro da noite para o dia, e demagogo pensar num vício dessa maneira.
Fazer disso uma plataforma para endeusamento pessoal é fácil, tratar desse assunto como uma cruzada contra o mal é infantil.
Ao invés de atacar os viciados deveriam criar leis para conter o que vai no cigarro, tirar o excesso até transformá-los em algo menos prejudicial e assim ficar fácil o tratamento do dependente, ou seja o desmame ser feito ao poucos.
Enquanto os cigarros tiverem suas quantidades de químicas e os médicos de plantão ficarem achando solução mágicas para o problema, quase nada vai mudar.